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Tsipras responde aos tecnocratas: “Não voltaremos atrás nas nossas promessas”

Alexis Tsipras

Destaques do discurso desta manhã na apresentação da primeira lei do governo – o pacote de medidas anticrise humanitária:

Em cinco anos, esta é a primeira lei escrita na Grécia e não traduzida de um email. É a primeira lei em cinco anos que não ataca os direitos dos trabalhadores e dos mais fracos.
Se os nossos parceiros ainda pensavam que seríamos a continuidade dos anteriores governos, estão certamente desiludidos.
Pela primeira vez a Europa admitiu a crise humanitária sem precedentes que se abateu sobre a Grécia por causa de um programa falhado.
É tempo da Europa começar a habituar-se à ideia de que podem haver governos que enfrentam o dogmatismo neoliberal.
A Grécia dos memorandos e da austeridade pertence ao passado.
Com o acordo de 20 de fevereiro no Eurogrupo conseguimos que não houvesse corte nos salários e pensões. O país conseguiu recuperar o poder de criar e implementar as reformas que propõe, sem pré-condições. E no âmbito desse acordo, o governo apresentou ao Eurogrupo o seu próprio plano de reformas.
Alguns tecnocratas que ainda não se aperceberam que as coisas mudaram, tentaram intimidar-nos com ultimatos. Não voltaremos a ter ministros a serem interrogados em fila por tecnocratas, nem na Grécia nem no estrangeiro.
A nossa resposta é a votação de hoje no parlamento para aprovara o pacote contra a crise humanitária.
Alguns pedem-nos para congelar as leis. Queremos continuar a deixar milhares de famílias a viver sem electricidade? É esta a Europa com que sonhámos? Uma Europa que determina as escolhas que conduzem um povo à crise humanitária?
Hoje asseguramos aqui necessidades básicas, incritas na Carta dos Direitos Fundamentais da UE: habitação, alimentação e energia.
A União Europeia não pertence aos tecnocratas. Tem instituições e regras que são controladas pelo povo.
O novo governo grego apresentou uma lista detalhada de reformas. Estas reformas são verdadeiras reformas.
O memorando não era reforma nenhuma: os cortes, despedimentos e desregulação de mercado são alguma reforma?
Acordámos com a OCDE a implementação de algumas reformas de sinal positivo, social e financeiramente.
Vamos defender a dignidade e a lei de um povo inteiro. Vamos defender o futuro e as próximas gerações.

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