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Corte na despesa garante saldo positivo nas contas gregas

Ministério das Financas da Grécia

Entre janeiro e abril as contas públicas gregas alcançaram um saldo primário positivo superior a 2.000 milhões de euros.

Os números da execução orçamental revelados esta semana pelo Ministério das Finanças grego são ainda provisórios, mas mostram como se pode atingir um saldo primário (diferença entre receitas e despesas excluindo juros da dívida) positivo nas contas públicas de um país, cortando na despesa e não na receita com o aumento da carga fiscal.

Foi o que aconteceu às contas gregas desde janeiro: em vez de um défice de 287 milhões de euros no saldo orçamental primário, como estava previsto no Orçamento, o governo alcançou um superavit de 2164 milhões de euros.

As medidas de recolha de impostos atrasados em troca de perdão de juros e multas, que não se poderão repetir nos próximos meses, tiveram algum impacto nas contas mas em linha com as previsões. A grande diferença veio do lado da despesa, que ficou 2037 milhões de euros abaixo do previsto. O governo admite que as condições de financiamento a que o país está sujeito obrigaram a adiar prazos de pagamento, pelo que a despesa irá regressar aos níveis previstos quando a situação estabilizar.

Segundo a agência Bloomberg, um dos pontos em discussão na mesa das negociações em Bruxelas era a exigência dos credores em cortes orçamentais de 3000 milhões de euros até ao fim do ano.

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