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Syriza distancia-se da proposta de criar nova base da NATO

Manobras da NATO em Creta. Foto Brian A. Goyak/US Navy/CC

A proposta anunciada pelo ministro da Defesa grego surpreendeu não apenas os convidados da conferência da revista Economist, mas também os parceiros de governo.

“A posição do Syriza continua a ser que a política de defesa e segurança do país deve orientar-se para defender a soberania nacional, a paz e a estabilidade na região”, afirmou Yiannis Bournous, do Secretariado Político do partido.

Para o dirigente do Syriza, esse objetivo só poderia ser “prejudicado pela intensificação da militarização e do reforço da presença da NATO na região”. As declarações de Yiannis Bournous, que é responsável pelas relações internacionais do Syriza, surgem este domingo em resposta à intervenção do ministro da Defesa Panos Kammenos, na conferência da Economist na sexta-feira. O ministro, que lidera o partido Gregos Independentes, afirmou que pensa propor aos EUA a abertura de uma nova base aérea da NATO no Mar Egeu.

“A presença das forças da NATO e desta base que é proposta vai ajudar a Aliança a perceber bem o comportamento da Turquia na região”, afirmou o ministro da Defesa aos convidados da Economist. Kammenos afirmou ainda que a Turquia violou o espaço aéreo grego durante a visita do ministro Nikos Kotzias à Turquia, antes da recente cimeira de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO em Antalya.

A dita cimeira ficará na história pelo sucedido após o jantar, quando o ministro anfitrião, Mevlüt Çavuşoğlu, convidou Kotzias e os restantes ministros a subirem ao palco onde tocava uma banda musical e interpretarem em conjunto o tema “We are the world”. Por alguns momentos, os ministros da Turquia e da Grécia trautearam a canção de braço dado no centro do palco:

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