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“Acordo é possível, só falta vontade política dos líderes da UE”

Juncker, Tsipras e Tusk na cimeira UE/CELAC de Bruxelas. Foto União Europeia ©

Atenas diz que vai cumprir o combinado com Merkel e Hollande: “intensificar as negociações”. Depois do contacto telefónico entre Tsipras e Juncker esta tarde, as contrapropostas chegam este sábado a Bruxelas e o governo diz que agora tudo depende da vontade política para haver acordo.

O governo grego diz que não acredita que as lideranças políticas vão dividir a Europa por causa duma diferença de 0.25% do PIB nas metas do saldo orçamental primário e da proposta de negociação coletiva que está nas leis laborais na maior parte da UE.

A nota oficiosa anuncia que uma delegação irá a Bruxelas no sábado com as contrapropostas gregas. Ela será composta pelo vice-primeiro-ministro Dragasakis, o porta-voz económico e responsável pelas negociações, Tsakalotos, e o ministro de Estado Nikos Pappas.

“Estamos mais perto que nunca de um acordo, já que a diferença quanto aos saldos orçamentais primários é apenas na ordem dos 0.25%. Por isso, o que é necessária agora é vontade política para um entendimento comum. Ninguém imagina que a liderança política europeia conduza a Europa a uma divisão por uma diferença tão pequena, e pela insistência para não implementarmos na Grécia as leis da negociação coletiva que estão em vigor na maior parte dos países europeus”, diz a nota.

A nota foi divulgada a seguir à reunião de Tsipras com o núcleo duro das pastas económicas do governo (Varoufakis, Dragasakis, Stathakis, Tsakalotos, Pappas e Lafazanis, o líder da ala  esquerda no Syriza). Numa primeira nota oficiosa emitida na sexta-feira, o governo reagiu às declarações da véspera do porta-voz do FMI e voltou a anunciar as linhas vermelhas da fase final das negociações.

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