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Comunistas gregos apelam ao voto nulo no referendo

O voto do KKE

O KKE já tem indicação de voto a dar aos seus eleitores. Aliás, até tem o seu próprio boletim de voto já preenchido para os apoiantes introduzirem na urna. Se a indicação for seguida pelos eleitores comunistas, os votos nulos podem desequilibrar a votação final a favor dos credores.


No referendo em que a Grécia decidirá sobre a proposta dos credores de mais austeridade para os próximos anos, os comunistas gregos farão campanha pelo voto nulo. Os militantes do KKE são chamados a fazerem download e a copiarem um boletim de voto alternativo que contém um duplo ‘Não’ – “ao memorando da troika e ao memorando do Syriza” – que deverão introduzir na urna no próximo domingo.

Segundo o site do órgão de informação dos comunistas gregos, uma vitória do ‘Não’ no referendo significaria “um Sim ao memorando do Syriza e um Sim à escalada da agressão contra o povo”. Por outro lado, se o ‘Sim’ vencer no domingo, o KKE poderá congratular-se com o contributo dado para a saída do Syriza do governo, cenário que Tsipras não afastou na entrevista desta segunda-feira à televisão pública.

No passado sábado, o KKE votou contra o referendo, ao lado dos partidos apoiantes da proposta dos credores. Os comunistas gregos sempre defenderam a saída do euro e da União Europeia e nos últimos anos elegeram o Syriza como o inimigo principal. As relações com os comunistas portugueses são antigas, embora hoje sejam apenas cultivadas por um setor minoritário do PCP, desde que a direção deste partido foi alvo de censura pública por ter reunido com o Bloco de Esquerda, aliado do Syriza, no âmbito da convergência contra o memorando da troika em 2011.

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