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Samaras: “Grécia não escapa ao terceiro memorando”

Antonis Samaras no Parlamento, 5 de junho de 2015

O líder da Nova Democracia recusa eleições antecipadas e pede ao goveno que privatize mais e contrate menos funcionários públicos. Na resposta ao discurso do primeiro-ministro esta sexta-feira aos deputados, o líder da oposição afirmou que Tsipras perdeu seis meses com as negociações, para trazer uma proposta dos credores “muito pior” do que a que estava a ser negociada pelo seu governo.

Antonis Samaras apelou ao primeiro-ministro para parar de mentir e de contratar funcionários públicos e que prossiga o plano de privatizações iniciado pelo anterior governo. Em seguida, acusou o governo de querer aumentar os impostos e defendeu ainda que um terceiro memorando é agora inevitável. Quanto à pergunta sobre se apoiava as exigências dos credores, o antigo primeiro-ministro devolveu a pergunta: “Já perguntou ao Syriza se vai apoiar a proposta que entregou aos credores?”

O líder da Nova Democracia, que as sondagens apontam como dos menos aptos para o cargo de primeiro-ministro, referiu-se ainda ao “perigo” de eleições antecipadas, que não seriam mais do que um referendo ao euro ou à Europa, num cenário de grande polarização ao estilo de uma “guerra civil”. “O que quer pedir ao povo? Que lhe dê um mandato para uma rutura?”, questionou Samaras.

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