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Tsipras em Bruxelas: “A única proposta realista é a da Grécia”

Jean-Claude Juncker e Alexis Tsipras

À saída do encontro com Juncker e Dijsselbloem, o primeiro-ministro grego diz que as negociações vão continuar, embora algumas das propostas dos credores sejam consideradas inaceitáveis.

Numa curta declaração aos jornalistas após mais de quatro horas de reuniões em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia e o líder do Eurogrupo, Alexis Tsipras sublinhou o espírito construtivo do encontro, mas não deixou de notar que algumas das propostas feitas pelos credores, como o corte das pensões, são inaceitáveis para Atenas.

O tema em que um acordo está mais próximo são as metas dos saldos primários orçamentais gregos para este ano e os próximos, avançou Tsipras, enquanto o tema dos cortes das pensões ou do aumento do IVA, que os credores insistem em colocar num eventual acordo, divide os dois lados da negociação.

“Pagamento ao FMI? Não se preocupem, já pagámos 7500 milhões”

Tsipras esclareceu que não foi apresentado nenhum ultimato à Grécia, ao contrário do que a imprensa especulava nos últimos dias, e defendeu que “a única proposta realista é a que a Grécia apresentou”, no sentido de respeitar o interesse dos credores, compatibilizando-o com a vontade democrática do povo grego.

Questionado sobre o pagamento de uma tranche de 300 milhões de euros ao FMI, previsto para esta sexta-feira, Tsipras foi lacónico: “Não se preocupem com isso, já pagámos 7500 milhões até agora”.

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