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Grécia investiga o buraco de 5 mil milhões no ATEbank

ATEbank. Foto Tilemahos Efthimiadis/Flickr

“Isto é só a ponta do iceberg”, disse o ministro do Combate à Corrupção ao ler o relatório divulgado pela Autoridade Contra o Branqueamento de Capitais sobre mais de 1300 empréstimos ilegais do ATEbank entre 2000 e 2012, quando o quinto maior banco grego fechou portas.

Para o ministro do Combate à Corrupção, Panagiotis Nikoloudis, “toda a gente vai perceber que o escândalo do ATEbank não é apenas um escândalo económico, mas um escândalo político duradouro e bem planeado da responsabilidade de quase todos os que passaram pelo governo do país nesse período”.

O banco foi o principal financiador de Pasok e Nova Democracia, que lhe deviam mais de 200 milhões de euros quando encerrou. “O ATEbank foi utilizado ao longo dos anos como um fundo sugado pelos que estavam no poder à medida das suas ambições políticas. Foi o principal veículo para os protagonistas do capitalismo dependente do Estado. Era o lugar onde os negócios e o crime se juntavam”, afirma Panagiotis Nikoloudis.

Depois de falhar os testes de stress em 2010, a troika obrigou à divisão do ATEbank em dois, com o “banco bom” a ser transferido para o Piraeus Bank. Antes da Comissão Europeia avançar para a resolução o Estado deu ajudas ao banco superiores a 8 mil milhões de euros

A investigação à gestão do banco estima em 5 mil milhões de euros o montante do prejuízo para as contas públicas de um banco que sempre protegeu a casta do poder político grego na últimas décadas.

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