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Jovens do Syriza e ADEDY pedem cabeça do vice-ministro responsável pela polícia

Repressão na manifestação de 15 de julho

A intervenção violenta da polícia de choque grega sobre os manifestantes na Praça Syntagma e nas ruas próximas “fizeram recordar tempos que julgávamos ter deixado para trás”, diz o comunicado da juventude do Syriza que pede a demissão imediata de Yiannis Panousis. A central sindical ADEDY também responsabiliza o ministro pela repressão e prisão de sindicalistas na sequência da intervenção policial de quarta-feira.

A juventude do Syriza denuncia a vaga repressiva que se abateu sobre os manifestantes na noite da votação do pacote de austeridade no parlamento. A perseguição estendeu-se ao interior das estações de metropolitano, onde foram disparadas granadas de gás lacrimogéneo e perseguidos muitos jovens em fuga. “Continuamos a defender a demissão imedidata do vice-ministro Yiannis Panousis pelo governo”, prossegue o comunicado, exigindo que não se voltem a repetir intervenções policiais como a que ocorreu semana em frente ao parlamento.

As críticas foram secundadas pela central sindical dos funcionários públicos ADEDY, que exige a libertação e retirada das queixas contra os detidos. Entre eles está Manthos Tavoularis, secretário do Sindicato de trabalhadores de livrarias, e Michalis Goudoumas, trabalhador social e membro do Sindicato de trabalhadores da fundação para a infância “Pammakaristos”. Ambos são militantes da organização OKDE-Spartakos, que integra a coligação da esquerda anticapitalista Antarsya, que foi dos grupos mais atingidos pela repressão desta semana. Os sindicalistas queixam-se de terem sido agredidos antes e depois da detenção, na viagem para a esquadra, o mesmo acontecendo com os restantes. O seu julgamento está marcado para quarta-feira, bem como o de outros 15 detidos.

Esta não é a primeira vez que membros do Syriza entram em confronto com o vice-ministro. Em abril passado, vários deputados do Syriza e o eurodeputado Manolis Glezos criticaram a intervenção policial para terminar uma ocupação de um edifício da Universidade de Atenas, a pedido da reitoria. Embora não se tenham registado cenas de violência, a comissão de Direitos Humanos do Syriza reuniu com Yiannis Panousis sobre esta intervenção e outros assuntos relacionados com violência policial e neonazi.

Na sequência dos confrontos que envolveram o lançamento de cocktais molotov contra a polícia, foram detidas algumas dezenas pessoas junto à Praça Syntagma e numa estação de metro. Este último grupo era composto por uma dúzia de jovens de seis nacionalidades diferentes, todas estrangeiras.

Veja aqui três vídeos com episódios dos confrontos

Entre as imagens que marcaram os confrontos, destacam-se estes três vídeos: um grupo de polícias a espancar um manifestante no chão; o lançamento de cocktails molotov sobre os agentes policiais; e um dos agentes motorizados a provocar os manifestantes, apontando para os genitais.

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