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“O fumo branco da cimeira vem das cinzas da Grécia”

Manolis Glezos. Foto GUE/NGL

A turbulência interna no Syriza começou no fim de semana e promete explodir nos próximos dias, com a corrente ligada ao ministro Lafazanis a demarcar-se do acordo subscrito em Bruxelas. Manolis Glezos diz que “o fumo branco da cimeira vem das cinzas da Grécia” e a oposição interna promete lutar contra o “novo memorando de destruição”.

Numa declaração publicada no Iskra, o órgão da corrente Plataforma de Esquerda, lê-se que o novo memorando alarga a escravatura social e faz do país “uma colónia da dívida sob uma Europa tutelada pela Alemanha”. E diz que o “Não” do povo grego está “em conflito com o acordo, o neoliberalismo e a austeridade instituída na União Europeia”.

A dimensão da revolta interna no Syriza será conhecida já esta semana, quando subirem ao parlamento as leis exigidas pelo acordo para iniciar as negociações com o Mecanismo de Estabilidade Europeu.

Também Manolis Glezos, o histórico resistente ao nazismo que deixou o Parlamento Europeu na semana passada, veio reagir ao acordo dizendo que o fumo branco das negociações em Bruxelas “vem das cinzas da Grécia”.

Glezos defende que o que aconteceu em Bruxelas “foi um golpe”, juntando-se assim ao impressionante movimento que percorreu as redes sociais durante a madrugada, colocando a hashtag #ThisIsACoup no primeiro lugar em 23 países de dois continentes, com centenas de milhares de tweets.

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