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Sondagem dá maioria absoluta ao Syriza, 70% aceitam o novo memorando

sondagem 18 julho

A sondagem da Palmos Analysis publicada este sábado no Jornal dos Editores confirma que os últimos meses não abalaram a maioria sólida do Syriza, com 42.5% nas intenções de voto. Entre os eleitores do partido de Alexis Tsipras, só 29% dizem que o governo devia ter rompido as negociações e abandonado o euro.

A confirmarem-se nas eleições os 42.5% obtidos nesta sondagem, o partido de Alexis Tsipras alcançaria sozinho a maioria absoluta, elegendo 164 deputados. A Nova Democracia, ainda sem líder, mantém-se com cerca de metade das intenções de voto do Syriza (21.5%). Segue-se o Potami (8%), a Aurora Dourada (6.5%), o PASOK (6%) o KKE (5.5%) e os Gregos Independentes (3%). Comparando as intenções de voto com a sondagem feita há quatro meses pelo mesmo instituto, todos os partidos da oposição subiram alguns pontos percentuais, mas não à custa do Syriza, que só perde 0.3 pontos em relação a março.

Apoio à rutura das negociações não chega aos 30% no eleitorado do Syriza

Os inquiridos foram questionados se preferem o acordo que Alexis Tsipras diz ter sido obrigado a assinar pela chantagem dos credores ou o Grexit e declaração de bancarrota. A resposta foi clara: 70% dizem preferir esse acordo (entre os quais 63% dos eleitores do Syriza e 89% dos da Nova Democracia) e 24% o Grexit (entre os quais 29% dos eleitores do Syriza e 8% dos da Nova Democracia).

E quando a questão é “euro ou dracma?”, os resultados não são muito diferentes: 73% querem continuar no euro (80% no Syriza e 88% na Nova Democracia) e 20% preferem o regresso à moeda nacional (13% no Syriza e 6% na Nova Democracia).

A sondagem publicada no Jornal dos Editores (‘Efimerida ton Syntakton’) indica também que a remodelação governamental feita por Tsipras, afastando os ministros que votaram contra o primeiro pacote de austeridade, não é assunto que divida os gregos: 80% achavam que era preciso fazê-lo (66% no Syriza e 92% na Nova Democracia) e apenas 2% responderam que não havia necessidade de remodelação.

As opiniões dividem-se mais sobre qual o melhor governo nesta altura para a Grécia. 24% acham que é o atual (Syriza + Gregos Independentes), outros 24% apostam num governo com todos os partidos e apenas 6% querem um governo que junte o Syriza, Nova Democracia, Potami e Pasok. A maioria (36%) optou por responder “Outro”.

Questionados sobre se Tsipras deve continuar a governar apoiado numa minoria do parlamento, tendo contra si uma parte dos deputados do Syriza, 60% dos inquiridos dizem preferir o alargamento do governo a outros partidos da oposição (entre os quais 49% dos eleitores do Syriza e 73% da Nova Democracia), enquanto 28% acham que a solução deve passar por eleições antecipadas (34% dos eleitores do Syriza e 17% da Nova Democracia).

Esta sondagem da Palmos Analysis foi feita entre 15 e 17 de julho a um universo de 1004 eleitores via telefone.

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