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Tsipras: “Decidimos evitar um Grexit político sob pretexto financeiro”

Alexis Tsipras no Parlamento

O primeiro-ministro defendeu a proposta de acordo como a “melhor alternativa possível”, mas lança um aviso aos gregos: “Agora vamos entrar no campo minado”.


“Pedi o voto ’Não’ para fortalecer o poder negocial do governo. Foi para isso que os eleitores votaram. Prometi aos gregos que traria um acordo em breve e é isso que estou a fazer”, explicou Alexis Tsipras aos deputados.

“A batalha começou há seis meses, tivemos baixas mas também ganhámos território”, afirmou o primeiro-ministro no parlamento da Grécia, admitindo ter cometido erros durante o processo, “mas negociámos sempre com dignidade e igualdade.

“Agora vamos entrar no campo minado e não posso esconder que há muitas armadilhas no caminho”, prosseguiu Tsipras, justificando assim a decisão de propor medidas “que se desviam do nosso programa eleitoral”: “Decidimos evitar um Grexit com motivações políticas que aconteceria sob um pretexto financeiro”. Uma leitura que remete para o artigo hoje publicado por Yanis Varoufakis no Guardian, acusando Schäuble de estar por detrás do plano para expulsar a Grécia do euro e assim “disciplinar a França e a zona euro”.

“Este acordo é para um programa europeu sem o FMI. A troika acabou”

“O ultimato de 25 de junho foi rejeitado porque não tinha nenhuma promessa sobre restruturação da dívida”, prosseguiu Tsipras, sublinhando que “se o acordo for alcançado, teremos financiamento para três anos e pela primeira vez teremos uma discussão sobre a restruturação da dívida”.

“É um acordo que nos leva a um programa europeu de que o FMI não fará parte senão a título consultivo. A troika acabou”, declarou em seguida.

No final do discurso Tsipras falou da solidariedade internacional que o povo grego recebeu nas últimas semanas. “Não víamos nada assim desde a ditadura dos coronéis”, exclamou, dizendo estar certo de que “a semente de democracia que lançámos na Europa dará frutos, mais cedo ou mais tarde”.

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