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Tsipras: “Um acordo difícil, mas que permite continuar a luta”

Alexis Tsipras à saída da cimeira de 12 de julho

Ao fim de uma madrugada de intensas negociações, Alexis Tsipras disse aos jornalistas que teve de tomar a responsabilidade por uma decisão difícil para evitar a vitória dos “círculos conservadores mais extremistas na Europa”. E promete que “os sacrifícios serão pagos pelos que até agora escaparam”.

“O acordo é difícil, mas impede a transferência de bens públicos para o estrangeiro e o colapso do sistema financeiro. E fomos bem sucedidos na dura batalha para incluir a restruturação da dívida e o financiamento a médio prazo”, afirmou o primeiro-ministro grego.

“Sabíamos que não seria uma tarefa fácil, mas deixamos um legado significativo para a mudança necessária por toda a Europa. A Grécia continuará a lutar e nós também, para regressarmos ao crescimento e recuperar a soberania”, prosseguiu Tsipras.

Reconhecendo que as medidas que o parlamento aprovará em breve “criam efeito recessivo” Tsipras diz ter esperança que o pacote de 35 mil milhões de euros para estimular a criação emprego, a par da restruturação da dívida e do financiamento assegurado por três anos crie nos mercados e nos investidores a sensação de que “o Grexit pertence ao passado”. Se isso acontecer, prevê Tsipras, estarão reunidas as condições para “uma vaga de investimento que compense o efeito recessivo”.

Tsipras: “Desta vez os sacrifícios recairão sobre os que escaparam até agora”

“O povo grego irá apoiar os esforços para regressarmos ao crescimento porque os sacrifícios serão dirigidos com justiça social, é a garantia que damos. Desta vez recairão sobre os que escaparam até agora, porque eram protegidos pelos anteriores governos”, sublinhou.

“A Grécia precisa de reformas radicais no interesse da maioria social e contra a oligarquia que nos trouxe até aqui. Esta é a promessa para o novo caminho que começa amanhã”, concluiu Tsipras na sua declaração em Bruxelas.

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