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Syriza reúne conferência, secretário-geral demite-se

Tasos Koronakis

O Secretariado Político do Syriza marcou para este fim de semana uma conferência para preparar o programa eleitoral do partido. Tasos Koronakis apresentou a demissão, criticando tanto o governo como a Plataforma de Esquerda.


A reunião do núcleo dirigente do Syriza, já sem a presença dos membros demissionários da Plataforma de Esquerda que formaram entretanto a Unidade Popular, serviu para preparar o caminho até às eleições, que o partido deseja que se realizem tão cedo quanto possível, apontando para a data de 20 de setembro.

Alexis Tsipras defendeu que a prioridade deve ser dada à reorganização do partido que tem sofrido centenas de baixas por parte dos militantes que não aceitam a assinatura do terceiro memorando. O primeiro-ministro insistiu que o que está em jogo nas eleições é o veredito popular sobre se o governo agiu bem ou mal durante as negociações, se alguém conseguiria trazer um acordo melhor e quem está melhor colocado para renegociar a dívida no último trimestre deste ano.

Segundo relatos na imprensa grega, Tsipras afastou quaisquer entendimentos pós-eleitorais com os partidos do velho sistema e diz que vai lutar por uma maioria clara para quatro anos de governo. O Syriza reunirá este fim de semana os membros que se mantêm no Comité Central, no grupo parlamentar e nas estruturas locais numa conferência para discutir o programa para as legislativas antecipadas.

Koronakis demite-se de secretário-geral do Syriza

A reunião foi antecedida do pedido de demissão de Tasos Koronakis, com uma carta entregue ao Secretariado. O secretário-geral demissionário condenou a desvalorização do partido por parte do governo, que convocou eleições poucas semanas após a direção ter decidido reunir um congresso extraordinário, sem ouvir nem prestar contas aos organismos do Syriza.

Koronakis diz que sempre lutou pela unidade do partido e pela necessidade de redesenhar a estratégia após a chantagem que provocou a derrota da estratégia negocial da Grécia em Bruxelas. Com a cisão da Plataforma de Esquerda, a sua missão foi derrotada em toda a linha e o secretário-geral diz que assume todas as suas responsabilidades por esse fracasso.

Koronakis também critica os dissidentes do Syriza, a quem acusa de estarem a preparar a cisão há muito tempo, e promete não abandonar o Syriza, de cujo Comité Central continuará a fazer parte.

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