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Papandreou não se candidata e rompe tradição de um século na Grécia

George Papandreou. Foto TED Conference/Flickr

A dinastia política dos Papandreou esteve presente em todas as eleições desde o início do século passado. Esta quarta-feira o ex-primeiro-ministro George Papandreou surpreendeu o país ao anunciar que o seu partido vai falhar as eleições por razões financeiras.


Depois de falhar a entrada no parlamento nas eleições de janeiro, quando obteve 2.5%, o ex-líder do PASOK e atual chefe do KIDISO anunciou que o partido não está preparado financeiramente para entrar na corrida eleitoral. Papandreou foi eleito presidente do Presidium da Internacional Socialista no último Congresso, realizado em 2012 na África do Sul.

O anúncio surgiu dias depois de fracassarem as negociações com a líder do PASOK para um acordo eleitoral que permitisse reunificar o campo político dos socialistas. Ao contrário do DIMAR, que vai a votos coligado com o PASOK, Papandreou não conseguiu pôr-se de acordo com a nova líder do seu antigo partido, responsabilizando-a pela rotura nas negociações ao tentar impor como condição que Papandreou ficasse fora das listas.

Desta forma, o filho do fundador do PASOK Andreas Papandreou e neto de outro chefe de governo grego, Georgios Papandreou, termina quase um século de presença da dinastia familiar nas urnas de voto. A primeira vez que o avô de George Papandreou se candidatou a eleições foi em 1920, como independente, mas não foi eleito. Três anos mais tarde entraria no governo pela primeira vez como ministro do Interior, dando início a uma das dinastias políticas mais duradouras em todo o mundo.

George Papandreou foi primeiro-ministro entre 2009 e 2011 e o responsável pela entrada da troika na Grécia. Quando anunciou que ia fazer um referendo sobre o memorando da troika, Bruxelas e Berlim reagiram mal e foi afastado do cargo meses depois. Curiosamente, o slogan de campanha com que Papandreou venceu a Nova Democracia em 2009 era “Há dinheiro”…

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