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Tsipras acolhe dissidentes do DIMAR e não fecha a porta ao PASOK

Alexis Tsipras

O líder do Syriza diz que uma aliança de governo com os socialistas só é possível com o afastamento das figuras do passado e mudança de política. No mesmo dia, metade da direção do DIMAR saiu em rotura com a coligação com o PASOK e declarou apoio ao Syriza.


Com as sondagens a darem uma perda de apoio ao Syriza, sem que a isso corresponda uma subida significativa da Nova Democracia, Alexis Tsipras voltou aos comícios esta semana para apostar numa mensagem direta contra o velho sistema partidário. Perante milhares de pessoas em Egaleo, nos arredores de Atenas, Tsipras concentrou o discurso no ataque à Nova Democracia e no elogio das medidas do curto mandato do seu governo para combater a corrupção e promover a transparência.

Quanto a possíveis alianças no caso de vencer as eleições sem maioria absoluta, Tsipras voltou a defender que não se aliará aos representantes do velho sistema, mas abriu pela primeira vez a porta a um entendimento com o PASOK, caso a nova líder se afaste das políticas seguidas pelo partido nos anteriores governo e das figuras que a protagonizaram.

“Qualquer organização política tem o direito de redefinir a sua posição”, afirmou Tsipras, dizendo recusar-se a trabalhar no mesmo governo que o ex-líder socialista nº 2 do anterior governo, Evangelos Venizelos. No mesmo dia, a porta-voz de Tsipras nas últimas semanas do governo, Olga Gerovasili, afirmou que o Syriza estará disposto a cooperar “com quem considere os memorandos catastróficos” e partilhe da posição do partido contra a privatização da empresa distribuidora de eletricidade, defesa dos salários, pensões e direitos laborais e restruturação da dívida.

Cisão no DIMAR contra a aliança com o PASOK

111 militantes do DIMAR, incluindo 40 membros do seu Comité Central e o antigo líder Fotis Kouvelis, anunciaram esta quinta-feira a saída do partido. Esta cisão no DIMAR surge após a assinatura do acordo de coligação com o PASOK para as eleições de 20 de setembro.

Os dissidentes defendem que para a esquerda governar é preciso dar apoio ao Syriza e acusam a liderança do partido de ter assinado a coligação contra a maioria da direção, que se tinha pronunciado contra a aliança com o PASOK, bem como a decisão da última conferência que rejeitava entendimentos com as forças que levaram a Grécia à bancarrota.

Este grupo de 111 quadros do partido entende ainda que o terceiro memorando veio contribuir para a estabilização económica e política do país, ao prever a renegociação da dívida e um pacote de ajuda ao crescimento.

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