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FIFA ameaça suspender participação internacional do futebol grego

Jogo PAOK-Olympiakos para a Taça da Grécia em 2009. Foto George M. Groutas/Flickr

A decisão do governo de suspender os jogos da Taça da Grécia de futebol, na sequência da violência que interrompeu uma das meias-finais da competição, abriu um braço de ferro com a federação grega de futebol que está agora nas mãos do tribunal.


A relação tensa entre o governo grego e a federação de futebol não é nova e as ameaças de exclusão das equipas gregas das provas internacionais já foi feita no momento da elaboração da lei para combater a violência e a corrupção no futebol.

Os escândalos de corrupção e a impunidade da violência por parte de algumas claques, com a aparente indiferença dos responsáveis federativos, levaram novamente o governo a tomar medidas drásticas após os incidentes da meia-final da Taça da Grécia entre o PAOK e o Olympiakos, treinado pelo português Marco Silva.

A suspensão dos jogos desta competição não foi bem aceite pela Federação, que contestou a ordem nos tribunais. A decisão final será tomada pelo Supremo Tribunal no próximo dia 5 de abril.

Ontem realizou-se um encontro que juntou à mesma mesa o governo, a federação e uma delegação da FIFA e da UEFA, que voltaram a ameaçar o país de ficar suspenso das competições internacionais, bem como as suas equipas, para além de perderem uma equipa na próxima temporada da Liga Europa.

“Só a Federação pode resolver o problema que criou”, diz o ministro do Desporto

À saída da reunião, o ministro do Desporto grego voltou a endossar responsabilidades para a federação, que no seu entender “é a única que pode resolver um problema que ela própria criou e tomar iniciativas para acabar com a podridão” que se vive no futebol grego.

Os representantes da FIFA e da UEFA consideraram “inaceitável” a suspensão da Taça e chegaram a propor que os jogos restantes se realizem à porta fechada e com árbitros estrangeiros. O líder da delegação foi o presidente da federação cipriota Costakis Koutsokoumnis, que acrescentou que compreenderia se o governo tivesse suspenso todas as competições, e não apenas a da Taça da Grécia. Para o ministro Stavros Kontonis, “quando ouvimos representantes das federações internacionais a sugerir que a Liga também seja suspensa, ou que devem vir árbitros estrangeiros, isso mostra que estão a aceitar o que nós denunciámos”.

No final da reunião, os representantes da FIFA e da UEFA – cujo novo secretário-geral é um grego, Theodoros Theodoridis – deram uma semana para que a suspensão da Taça seja levantada, antes de decidirem quaisquer sanções a aplicar. A federação deu sinais de estar disposta a retirar a queixa entregue aos tribunais e o governo diz-se tranquilo com a decisão que possa sair do Supremo no próximo dia 5.

À porta da reunião, algumas dezenas de elementos da claque Original 21, do AEK de Atenas, criticaram a FIFA e a UEFA por nunca terem atuado contra a federação grega de futebol, que dizem ser responsável por manter o sistema de negócios à margem da lei que têm marcado a história das últimas décadas no futebol grego.

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