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Greve da Função Pública contra reforma das pensões

Greve da Função Pública na Grécia, manifestação em Atenas. Foto Katja Lihtenvalner/Twitter

A greve desta quinta-feira paralisou os serviços públicos e cancelou todos os voos nos aeroportos gregos. Veja aqui as fotos da manifestação em Atenas. O governo quer concluir negociações com credores antes da reunião do Eurogrupo de 22 de abril.


A greve convocada pela central sindical Adedy contou com a adesão dso controladores aéreos, levando ao cancelamento de todos os voos nos aeroportos gregos. Escolas e serviços públicos paralisaram esta quinta-feira e os hospitais funcionaram apenas para emergências. Também o sindicato dos jornalistas aderiu à greve, afetando os media públicos e privados.

A meio da manhã, no centro de Atenas, manifestaram-se cortejos de vários sindicatos e partidos de esquerda contra a anunciada reforma da Segurança Social, cujo conteúdo ainda está a ser negociado entre governo e credores. Amanhã será a vez dos trabalhadores portuários fazerem greve contra a anunciada concessão da maioria do capital do porto do Pireu ao gigante chinês que já controla parte da empresa de gestão portuária.

Governo admite fechar dois documentos diferentes com credores

No fim de mais uma ronda negocial para a conclusão da primeira avaliação do memorando, o ministro das Finanças grego anunciou a possibilidade de concluir a atual fase de negociações no domingo, com dois documentos separados: um com as instituições europeias e outro com o FMI, que deverá refletir a posição do Fundo sobre a necessidade de medidas adicionais às previstas no acordo de julho e a necessidade de restruturar a dívida da Grécia. “Serão documentos muito parecidos”, afirmou Euclid Tsakalotos. O objetivo é que este último documento sirva de base à discussão que terá lugar na próxima semana em Washington, à margem do Encontro de Primavera do FMI.

Em cima da mesa continuam as principais divergências entre Atenas e os credores, no que toca à reforma fiscal, com os credores a quererem reduzir o limite do rendimento do trabalho não tributável, as medidas fiscais que o governo propõe para recolher uma receita equivalente a 1% do PIB – que o FMI diz serem insuficientes para chegar a esse montante, a reforma da Segurança Social, com a insistência dos credores em mais cortes no modelo proposto por Atenas, e também no que respeita ao crédito malparado.

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